A Perspectiva do Dólar

Diante de posições bem fundamentadas de economistas, especialistas e analistas de mercado, algo em que todos devem concordar é que há sempre repostas sobre a perspectiva econômica mas não pergunte sobre o futuro do dólar. Este ativo de incerteza emendou a terceira queda na última sexta-feira (28), e fechou em R$ 5,2274 (valor até o fechamento deste artigo), na mesma semana, o dólar caiu 2,63%. Embora esse enfraquecimento, existem cenários nebulosos a frente que vai além de uma gestão eficiente no âmbito econômico.

As expectativas do mercado, em sua grande maioria, apontam que a oscilação do dólar ficará entre R$ 5,00 e R$ 6,00 até o fim de 2022, existe portanto um percentual baixo quem aponta o dólar acima de R$ 6,00 e abaixo de R$ 5,00. Certamente os fatores que mais irão influenciar na moeda americana serão as eleições no Brasil puxado pela polarização de dois candidatos, o desempenho da economia brasileira, os juros nos EUA, a pandemia, e demais fatores envolvendo preços de produtos e desempenho da economia mundial. Um fator a se atentar é o plano de US$ 1,9 trilhão de dólares de estímulo econômico implementado pelo presidente Joe Biden, que certamente causará inflação obrigando o Banco Central dos EUA a subir os juros, tal medida atrairia investidores para os confiáveis títulos do tesouro americano que pagarão um prêmio maior fragilizando os países emergentes como o Brasil que oferta pouca rentabilidade para determinado risco fazendo com que investidores domésticos direcionem seus recursos  para o exterior com tendência do dólar se valorizar ainda mais no mercado doméstico. 

O peso do fator dólar recairá sobre os produtos de consumo frequente dos brasileiros, uma vez que o país costuma exportar, principalmente commodities, onde os produtos são cotados em dólar e com esse ativo valorizado, o produtor brasileiro vai priorizar as vendas para o exterior diminuindo a oferta interna, fazendo com que o preço suba. Isso sem falar da produção, pois muitos insumos feitos aqui no país vem de fora. Para os brasileiros que curtem uma viagem internacional e já esperam as portas da s fronteiras abrirem após pandemia, vão se deparar com cenários pouco animadores, pois embora tenham as passagens aéreas atrativas, o consumo e a demanda por produtos importados será inviabilizado pelo dólar elevado.

Podemos perceber que a alta do dólar afeta toda a economia, todos saem perdendo, independente da classe social, mas certamente afetará os menos privilegiados onde o poder de compra será totalmente prejudicado. Contudo, não podemos perder o foco da retomada da economia. Embora números futuros não animadores, vários setores da economia apresentaram saldo positivo em abril, com destaque para comércio e serviços. Para os próximos meses, a maior flexibilização em relação a mobilidade deve impulsionar o mercado de trabalho, inclusive o informal, porém para manter esse cenário, dependerá do controle da pandemia e de avanços na vacinação, o que todos esperamos, e que seja com a maior brevidade possível. 

 

 

 

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