Brasil; futuro imprevisível

$$$$ Por Elenito Elias $$$$

O brasileiro deve se conscientizar que o resultado de nossa limitação educacional e cultural, agregado a pandemia e as crises existenciais, diante de um mundo globalizado e com essa evolução meteórica das inovações tecnológicas, deverão afetar nossas estratégias para que possamos acompanhar citadas evoluções, pois o futuro que nos espera só acolherá aqueles quem se capacitar e se qualificar, melhorando as suas competências em face do cenário futurista.

Devemos observar que tais evoluções estão acontecendo de modalidade meteórica e o tempo urge, e aquele que não estiver preparado para esse novo mundo, provavelmente estará passível de ser excluído e viverá às expensas do erário através de programas assistenciais, o grande problema é que nessa tendência de cenário, o Governo não terá orçamento disponível para acolher o grande número de excluídos que engrossarão tais camadas sociais.

O presente artigo visa sensibilizar o leitor para que possa se preparar para um novo mundo com uma “danger wave”, onde a exclusão é um fato incontestável, agravando ainda mais as desigualdades que hoje nos assolam. Mesmo que saibamos que a nossa Constituição Federal em seu artigo primeiro fala sobre a soberania, cidadania, respeito ao trabalho, e em seu artigo quinto trata dos direitos individuais e fundamentais, que inibe a discriminação, onde as desigualdades sociais depõem contra, e sabemos o quanto sofremos em face de nossa existência diante de uma sociedade eivada de vícios e erros.

Assim como nos ensina Nicolau Maquiavel no seu livro O PRÍNCIPE, quando nos demonstra que “para bem conhecer o caráter do povo é preciso ser príncipe, e para bem conhecer o do príncipe é preciso pertencer ao povo”, essa confrontação de valores e princípios se comprova através de fatos vivenciados. Como também nos ensina René Descartes em seu livro DISCURSO SOBRE O MÉTODO, onde cita que “o senso comum de um época qualquer que seja, não é e nem pode ser critério de verdade, pois o encontro com a verdade não tem nada de dogmático, ele significa somente um encontro da razão consigo mesmo, um procedimento livre e metódico”, deixa claro a relatividade cognitiva da palavra “verdade”, em sua interpretação casuística, mas verossímil. Da mesma forma, podemos entender Friedrich Nietzsche  em seu livro ASSIM FALOU ZARATUSTRA, quando cita “de todo o escrito, só me agrada aquilo que uma pessoa escreve com o seu sangue” onde defenestra a nossa limitação educacional e cultural diante da necessidade de entender e compreender o sistema que nos envolve.

É fato incontestável que a nossa maior fragilidade se compactua com a nossa limitação educacional e cultural, e estamos cientes da origem e de suas consequências, pois quão mais elevado for a nossa educação e cultura, menor dependência do sistema político acontecerá, e isso é um segredo que poucos entendem, por motivos óbvios.

Estamos vivenciando um mundo completamente diferente, onde as distâncias inexistem, e o mercado laboral só acolhe aqueles que tenham uma educação de qualidade em toda sua essência, desde o conhecimento do seu mister, idiomas e inovações tecnológicas com a inserção da inteligência artificial que avança meteoricamente em todos os níveis.

Os grandes países de referência são aqueles que têm uma educação de qualidade e com grandes investimentos para manter essa qualidade, pois a população precisa disso. A cada dia sentimos que aquele país que não investe em educação de qualidade, ficará cada dia mais atrasado quando comparado com os demais países que adotam sérios investimentos. Esse fato tem influencia direta na busca da regularização da Economia, pois os investidores querem retorno de seu Capital e preferem aplicar em países com mais segurança política, social e econômica.

O mundo globalizado servido com uma inteligência artificial torna o mercado laboral altamente seletivo, onde poucos terão oportunidade, mesmo aquele que deseja empreender, pois sofrerá uma concorrência antenada com essas inovações. O grande fracasso de nossa educação em todos os níveis e principalmente no período de pandemia deverá resultar em maior desemprego, e o Governo deverá assistir esse bolsão de miseráveis, ou sofrerá com a convulsão social como último recurso.

O futuro dos profissionais nesse cenário, com os dados atuais é bastante polêmico e imprevisível, pois sabemos de nossas limitações no tocante a formação de nossos profissionais, que poderão engrossar o subemprego, por completa incompetência. A sociedade deveria exigir dos poderes constituintes mais celeridade no tocante a aplicação dos recursos que já está diminuto, e só receberá adendos qualitativos se houver investimentos em educação. É perfeitamente compreensível que muitos profissionais busquem outros países para habitar e viver socialmente, pois esse fato é consequência na credibilidade das autoridades que ainda estão no poder.

No mercado do futuro, agregado ao mundo globalizado e as inovações tecnológicas, haverá mudança no comportamento social do consumidor diante de suas prioridades e de tais evoluções. Segundo a empresa EURO MONITOR, ela acha que o consumidor ficará menos consumista e racionalizará seus recursos de modalidade inteligente.

Enfoca ainda que o trabalho das grandes empresas empregarão poucos funcionários focando ainda mais em suas competências, com trabalho remoto e horário flexível, buscando elevar a produtividade e que a exigência do estudo terá foco na experiência, habilidades comprovadas e seletividade, na contratação de profissionais.nE as relações sociais terá maior foco no COWORKING, onde se conectará através das mídias sociais, identificando sua prioridade.

O tempo que perdemos com firulas, futebol, carnaval, frenesi político, deverá cobrar um preço muito elevado, onde o termo sociedade democrata poderá sofrer alterações significativas, indesejáveis, mas plausíveis. As mudanças hão de acontecer numa velocidade bastante sensível e sabemos que não podemos acompanhar, já que inexistem aplicações de investimentos para atenuar o grave cenário que se aproxima onde muitos sofrerão. Devemos nos conscientizar que tais inovações hão de impor a sociedade uma rápida adaptação para seu uso em nosso cotidiano, mas devemos entender que o sistema é excludente, para aqueles que não entenderem tais evoluções modernas. Que nossa educação possa alcançar a qualidade necessária, onde todos os integrantes possam também se transformar em agentes mobilizadores dessa nova era.

 

“O mundo globalizado com a evolução tecnológica em modalidade exponencial, se incompatibiliza com a nossa limitação oriunda de uma educação linear, eis o futuro que nos espera.” (Elenito Elias da Costa e Levy da Costa)

 

 

ELENITO ELIAS DA COSTA, contador, auditor, analista, assessor, Vice Presidente da APROCON/CE, pesquisador, escritor, palestrante e Professor Universitário.

 

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