PIB, o retorno

O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil teve uma alta de 4,6% em 2021, com uma cifra de R$ 8,7 trilhões, mediante registro do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia, com o objetivo de mensurar a atividade econômica de uma região. Importante salientar que na contagem do PIB, consideram-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo intermediários (insumos). O intuito desta prática é evitar o problema da dupla contagem gerados na cadeia de produção.

O dado, no entanto, veio após queda de 3,9% em 2020, ano de economia fragilizada devido a crise sanitária. O crescimento de 2021 foi puxado pelas altas nos serviços que cresceram 4,7%; a industria registrou avanço de 4,5% e por outro lado, a agropecuária teve um recuo de 0,2%. Os estudos sobre o PIB são realizados em análises e performance tendo como base a evolução do PIB no tempo, comparando seu desempenho ano a ano e comparações internacionais sobre o tamanho das economias dos diversos países. A análise do PIB sobre a ótica per capita (divisão do PIB pelo número de habitantes), vai medir quanto do PIB caberia a cada indivíduo de um país se todos recebessem partes iguais, e conforme IBGE, no ano passado o PIB per capita ficou em R$ 40.688.

Para 2022, analistas estão prevendo uma perda de fôlego para o PIB. É fato que estamos vivenciando uma política monetária contracionista e certamente irá impactar no crescimento da economia. Neste ambiente de insegurança, de falta de perspectiva, de juros altos, as empresas preferem aguardar novas frentes de crescimento suspendendo investimentos, e por outro lado o cenário sinaliza estagnação com inflação elevada e renda baixa. Em boletim recente divulgado pelo Banco Central, avalia que a mediana das projeções do mercado assinalam um avanço de 0,30% para o ano. Se isso se confirmar, embora positivo o avanço, teremos um novo retrocesso diante da capacidade desse país; diferentes ecossistemas, maior diversidade biológica do mundo, maior economia da América Latina,  grande exportador de commodities, forte no agronegócio, forte polo industrial, grande relevância em turismo, cultura e muitos outros atributos que não caberia neste artigo, e pensando no país como potencia e estimando esse crescimento pífio diante de vários entraves e burocracias que nos cercam, para o ano subsequente,  poderia mudar o tema deste artigo atualizando de PIB o retorno, para PIB o retrocesso, o que de fato não seria tanta novidade nos últimos anos senão o Brasil sendo Brasil. 

 

 

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